quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Não se pode

Não se pode ter o mesmo som de outrora
Não se pode ter o calor que foi repartido, o abraço que foi dado
Não se sonha novamente; um sonho sonhado é mais um passo alcançado
Não se sabe do porvir e do passado não se sabe as antigas respostas

Nada se sabe e disso saberemos
A certeza é ilusão perdida, amor de um ego que tem medo
Não se tem dados sobre a mesa e a vida não é um jogo determinado
Não se pode ter controle e a loucura do não saber vence mais uma vez

Não se pode ter esperança, pois o que foge do agora permanece incrivelmente impossível
Nada se tem e não se pode ter mais do que isso ...

Um pouco do vazio quando não se tem nada nas mãos


domingo, 22 de setembro de 2013

terça-feira, 30 de julho de 2013

domingo, 21 de julho de 2013

Memória



A imensidão interna abre meus olhos para o que se encontra afastado
Minha percepção se ajusta nesse diálogo com a natureza sempre mãe

É belo respirar o bom ar
É bom lembrar daquela sensação

Salta-se no caminho
Sempre na vertical ...


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Recordação

Assunção/Paraguai.

E a verdade se esconde lá no alto
Onde aos olhos escapa
Onde o detalhe é sempre perdido

Ao iniciado o caminho é entregue
Aquele que recusa os primeiros passos
Cai no esquecimento diante dos deuses




quinta-feira, 20 de junho de 2013

Um sopro apenas


Eu quero aquele fogo que queima internamente
Aquele brilho que falta no coração arrependido
A força de manter-se em pé em dia de tempestade

O frio intenso provoca dores e lamentos
Tremer até não sentir a carne
Lamentar até perder-se da memória

O esquecimento faz-se necessário para quem não quer pensar
Pensar é complicado para quem não quer falar
Falar é perigoso quando se solta muito as palavras

Os lábios escondem o que o silêncio mostra
É difícil entender, mais ainda compreender

Eu quero a liberdade que o vento me mostra
Eu quero um lampejo de liberdade
Uma faísca de liberdade
Um suspiro que seja
Um sopro, apenas.

sábado, 15 de junho de 2013

O que preciso aprender


Sou uma parte dos elementos
De coisas que nem entendo
Misturas secas, folhas perdidas
Na imensa plantação que é a vida
Produzo o doce dom do querer
Com minha veia aberta para o bom crescer ...