terça-feira, 30 de julho de 2013

domingo, 21 de julho de 2013

Memória



A imensidão interna abre meus olhos para o que se encontra afastado
Minha percepção se ajusta nesse diálogo com a natureza sempre mãe

É belo respirar o bom ar
É bom lembrar daquela sensação

Salta-se no caminho
Sempre na vertical ...


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Recordação

Assunção/Paraguai.

E a verdade se esconde lá no alto
Onde aos olhos escapa
Onde o detalhe é sempre perdido

Ao iniciado o caminho é entregue
Aquele que recusa os primeiros passos
Cai no esquecimento diante dos deuses




quinta-feira, 20 de junho de 2013

Um sopro apenas


Eu quero aquele fogo que queima internamente
Aquele brilho que falta no coração arrependido
A força de manter-se em pé em dia de tempestade

O frio intenso provoca dores e lamentos
Tremer até não sentir a carne
Lamentar até perder-se da memória

O esquecimento faz-se necessário para quem não quer pensar
Pensar é complicado para quem não quer falar
Falar é perigoso quando se solta muito as palavras

Os lábios escondem o que o silêncio mostra
É difícil entender, mais ainda compreender

Eu quero a liberdade que o vento me mostra
Eu quero um lampejo de liberdade
Uma faísca de liberdade
Um suspiro que seja
Um sopro, apenas.

sábado, 15 de junho de 2013

O que preciso aprender


Sou uma parte dos elementos
De coisas que nem entendo
Misturas secas, folhas perdidas
Na imensa plantação que é a vida
Produzo o doce dom do querer
Com minha veia aberta para o bom crescer ...

sábado, 25 de maio de 2013

Das cinzas do que sou


Naquele dia em que vi a cinza, observei meus pedaços pelo chão.
No lugar da bruma, a fumaça.
No lugar do vento, o vazio. Sem placas indicando o caminho.
Sem aquela voz que o vento sempre me trouxe.

Vejo com cuidado o que sobrou.
No altar, o sacrifício.
O compromisso diante da imensidão.
O infinito que perdura.

Aquilo que me conquista é aquilo que eu nem sabia




quinta-feira, 18 de abril de 2013

Deixo meu dia sem cores de alegria


Por momentos inversos, o tempo se fecha um pouco
O cinza esconde a luz natural, o dia que já se foi
As horas confusas não marcam mais o presente

Há um direito humano diante do tempo que muda
Assim como o céu sempre tem cores singulares
Nós, pequenos seres angustiados, podemos também perder o sentido das coisas

Nada sei sobre sentido
Nada sei sobre o silêncio

As palavras pulam feito pipoca com medo do fogo
O coração dita regras sem juízo
O olhar não brilha mais com compreensão

Mas sabendo que o tempo muda
Deixo ser embalada por ele
Deixo as cores voltarem um outro dia

Hoje, permito nenhuma luz entrar
Nenhuma sabedoria me convencer
Por enquanto decido o sol não ver

"Porque há o direito ao grito. Então eu grito." (Clarice Lispector)